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ZUMBIDOS DE CANNES 2008 - PARTE 4

Still de "La Mujer Sin Cabeza" de Lucrecia Martel



LA MUJER SIN CABEZA, de Lucrecia Martel

“Segundo a nota na Variety, o próximo filme de Lucrecia Martel será um projeto de ficção científica, com alienígenas invasores da Terra, cheio de efeitos especiais. Não, não é piada, como alguns poderiam ter pensado, e pelo contrário: a partir do conhecimento deste fato (e se ele se concretizar, já que muitos projetos anunciados acabam não se realizando), talvez seja bem interessante repensar em breve este ‘La mujer sin cabeza’ na obra de Lucrecia. Afinal, recém-saído como estou de uma outra (pequena) maratona, a do RioFan (Festival de Cinema Fantástico do Rio de Janeiro), eu poderia dizer sem medo que La mujer sin cabeza poderia facilmente ser encaixado numa mostra do tipo, desde que o programador possua a cabeça aberta (sem trocadilhos) [...] Se não chega a ser uma obra-prima, por ter uma segunda metade sem tanta energia em movimento como a primeira (ainda que com seqüências impressionantes, vide a carona que a personagem dá a uma menina, e onde o simples enquadramento usado cria uma desconfortabilíssima sensação de que um acidente acontecerá a qualquer momento), ‘La mujer sin cabeza’ não deixa nunca de ser um filme fantástico – em todos os sentidos.” Eduardo Valente, Revista Cinética

“[O] filme de Martel é [...] finalmente frustrante. O ponto de partida é interessante, e nos primeiros cinco minutos, achei que veria um filme excelente. As idéias relacionadas ao estado de espírito da personagem (algo na pia da cozinha, elementos pretos na parte final, a ponte) ameaçam trazer inteligência, mas são tão apavoradas com a possibilidade de serem de fácil acesso para qualquer espectador comum, que terminam registrando como tentativas e não realizações bem sucedidas. Ao final, fica um triste "só isso?", em scope. Pena.” Kléber Mendonça Filho, Cinemascópio

"A diretora argentina Lucrecia Martel não é nada senão sutil. Ela é também uma mestre de técnica aural e visual, que estão em total e esplêndida exposição em ´La Mujer Sin Cabeza’, seu terceiro filme. O problema é que, assim como em ‘O Pântano’ e ‘ A Menina Santa’, suas narrativas podem ser um tanto esparsas, causando no espectador um esforço para tentar compreender mesmo os relacionamentos mais básicos entre os personagens ou suas motivações. É difícil investir emocionalmente quando se tem pouca idéia de quem é quem.” Peter Brunette, The Hollywood Reporter.

"É um ‘Blow-Up’ menor porém eficaz sobre uma mulher argentina da classe alta (Maria Onetto) cuja vida se perturba após ter possivelmente atropelado um jovem numa estrada do interior. Onetto está especial como a burguesa que deriva entre estados de clareza aguçada, e pode-se sentir a fúria queimando sob a superfície congelada do filme. Talvez Martel devesse ter deixado um pouco mais desta raiva emergir à tela. Pode ser falta de conexão cultural da minha parte, uma vez que os argentinos sentados ao meu lado durante a exibição abertamente o vaiaram. Mas filmes são um esporte sangrento por aqui; esta é parte da diversão sádica.” Ty Burr, The Boston Globe.

“Durante o filme, Martel posiciona a personagem em closes sem profundidade de campo e em widescreen; portanto, as pessoas em sua periferia – geralmente serventes, trabalhadores e por aí vai – ficam difusos, enevoados. É uma forma oblíqua de reflexão sobre relações contemporâneas de classe, mas é apta, e de fato este é um dos poucos filmes desta competição altamente-socialmente-consciente que refletem as relações de classe de tal forma.” Glenn Kenny


"Lucrecia Martel exige demais do espectador em seu terceiro filme, um conto amargo de parálise social e moral centrado num atropleamento-e-fuga no interior rural argentino e seus efeitos sobre a mulher ao volante. A princípio, o aguardado novo filme da diretora argentina parece construir a mesma mescla arriscada de drama familiarm simbolismo visual, crítica social e atmosfera ameaçadora que distinguiam seus filmes anteriores, ‘O Pântano’ e ‘A Menina Santa’. Mas em ‘La Mujer Sin Cabeza’ , Martel deixa que o miasma obstrua o drama e endureça a história. O resultado é um ‘filme sem trama’ que, em sua exibição em Cannes, motivou saídas e vaias, ainda que muitos insistam que o avançado e simbólico sudoku narrativo vale a pena ser decifrado.” Lee Marshall, Screen Daily.

"Poucos cineastas usam o foco de forma tão eficaz e incisiva do que Martel. Inspirado pelos sonhos e pesadelos da diretora, ‘La Mujer Sin Cabeza’ é um filme climático, misterioso e carregado com portentos eminentes e críticas sutis à burguesia.” Anthony Kaufman, indieWIRE.


LIVERPOOL, de Lisandro Alonso

“Ontem, fui ver o novo filme do Lisandro Alonso na Quinzaine, ‘Liverpool’, e achei muito ruim, com a sensação de que todo o mimo autoral que a crítica vem jogando em cima dele (e do cinema argentino em geral) pode ter subido à cabeça como vinho ruim. A "desdramatização" que Walter menciona no vídeo no cinema de Alonso parece atingir congelamento absoluto na história de um marinheiro que arranja um tempo para visitar a pequena localidade onde nasceu. É o cinema dos longos planos, mas, de fato me pareceram estéreis e de uma monotonia realmente atordoante, enlouquecedora.” Kléber Mendonça Filho, Cinemascópio

“[N]o geral o novo filme de Lisandro Alonso (cujo Los Muertos me tocou bastante) me pareceu um exercício em uma imanência que a tela não completava – suas imagens não me pareceram fortes, marcantes, surpreendentes, engajadoras em suma. E aí é um passo para que o uso dos planos longos, dos movimentos sutis e do silêncio quase onipresente nos sintam mais como tiques de grife de autor do que um movimento natural e necessário do diretor neste filme, cujo momento final à la Rosebud me pareceu especialmente infeliz.” Eduardo Valente, Revista Cinética

"Após anos em alto-mar, um marinheiro de meia-idade retorna ao lar no interior de Tierra del Fuego e descobre que seu passado retornou para atormentá-lo no supremamente realizado ‘Liverpool’ de Lisandro Alonso. O filme continua a fascinação do diretor argentino com homens solitários na labuta (‘La Libertad’) ou numa missão (‘Los Muertos’), ao mesmo tempo encapsulando uma grande saga familiar. Muito será dito, na Croisette e além, sobre como Alonso parece flertar com um estilo mais tradicional de cinema. Isto seria algo um tanto enganador.” Robert Koehler, Variety.

"Esta será uma frustração garantida para a maioria dos espectadores, mas o pequeno exército de devotos do diretor verão este quarto filme como um refinamento sutil de seu estilo assertivo. Como em outros filmes de Alonso, ‘Liverpool’ prende a atenção desde que você esteja disposto a entrar na espécie de estado de transe que ele requer. Mas o filme também mantém o espectador a distância, desencorajando envolvimento emocional e oferecendo nada além das informações mais básicas. ‘Liverpool’ é o road movie em seu estado mais esparso e realista." Johnathan Romney, Screen Daily

“A brilhante e sorrateira simplicidade de Alonso se insinua lenta porém definitivamente, e seu impacto continua a se embrenhar mesmo após cenas do mais brutal desinteresse e de infelicidade das mais profundamente reprimidas rotineiramente se procedem. Este é um sinal de que ‘Liverpool’ não é nem um pouco banal como parece.” Daniel Kasman, The Auteur’s Notebook

"Claro, o filme é precisamente fotografado com suas imagens frias do sudeste rural argentino, e mistificantes na forma como ele retém sua história, mas finalmente ‘Liverpool’ é um porre de se sobreviver e mais rico em retrospecto.” Anthony Kaufman, indieWIRE.

VERSAILLES, de Pierre Schoeller.

"A criança abandonada é um dispositivo dramático certeiro e é para crédito do roteirista-diretor Pierre Schoeller que ele o utiliza em ‘Versailles’ para explorar sentimentos reais ao invés de mero sentimentalismo. Charlie Chaplin fez melodramas a partir de material semelhante, mas Schoeller meramente quer observar um personagem forçado a se adaptar a um amor inesperado.” Kirk Honeycutt, The Hollywood Reporter.

“’Versailles’ é um retrato reflexivo e cumulativamente afetuoso de três párias sociais – incluindo-se aí uma criança pequena – em conjecturas críticas em suas vidas. Esta história de uma mãe solteira que abruptamente abandona seu filho aos cuidados de outro desabrigado que ela mal conhece é não-julgador como é descompromissado. Demonstrando de forma inteligente que numa terra de fartura, muitos têm praticamente nada, o filme está carregado da sutil ironia das vidas a nível de subsistência num subúrbio parisiense cujo próprio nome é sinônimo de opulência e riqueza.” Lisa Nesselson, Screen Daily.

"A melhor coisa de ‘Versailles’ é o que o conecta, do topo, ao que está se tornando uma obsessão para o jovem cinema francês. Você se lembra de uma época em que as pessoas diziam que todos os filmes franceses de estréia eram literalmente histórias de amor que se passavam em Paris, entre as paredes de um pequeno quarto de empregada? Aquela época veio e já está distante; os novos estúdios se encontram em Versailles, Boulogne, todos os ricos subúrbios a oeste de Paris. Quartos de empregada? Longe disso; agora nós iremos para a floresta, para as bordas das cidades, reconectarmos com o húmus de nossas origens. Discussões e brigas entre jovens adultos? Acorde! Nós, a juventude dos anos 2000, somos velhos antes de nossa época, atravancados pela maternidade ou paternidade. O roteiro para os anos futuros é fácil de se prever: é sobre infanticídio, abandono de crianças. A história contada em ‘Versailles’ será também contada por um bom número de filmes no outono 2008.” Emmanuel Burdeau, Cahiers du Cinema.

SURVEILLANCE, de Jennifer Lynch.

“Lynch filha estreou com uma esquisitice pouco memorável nos anos 90, Encaixotando Helena, mas agora aos 40 anos de idade parece ter amadurecido o suficiente para realizar um Filme B com razoável capacidade de estabelecer ansiedade. Difícil ignorar os tiques muito pessoais do seu pai, que tanto revelam um certo pedigree, como funcionam para atrair atenção para o filme em si como produto. David está presente em pequenos detalhes envolvendo o consumo de café e cigarros, agentes engravatados do FBI, amantes assassinos nas estradas americanas, imagens em vídeo que revelam detalhes escondidos e na presença de Bill Pullman (Lost Highway).” Kleber Mendonça Filho, Cinemascópio

"Quinze anos após a confusão assassina-de-carreiras que foi ‘Encaixotando Helena’, Jennifer Lynch ousa erguer sua cabeça para fora da toca mais uma vez . O excêntrico thriller ‘Surveillance’ não mostra nenhum impacto duradouro na sua auto-confiança ao misturar um coquetel lúrido de humor negérrimo e banho de sangue com um arrepiante reviravolta vinda do nada.” Allan Hunter, Screen Daily.

"Pense num ‘Rashomon’ encontra ‘O Massacre da Serra Elétrica’ em ‘Twin Peaks’ e dê bastante espaço para algumas interpretações improvisadas canastronas, e possivelmente você se encontrará na mesma sintonia distorcida desta parábola semi-cômica de anarquia social.” Richard Corliss, Time.

"Um thriller cheio de viradas com um comportamento desavergonhadamente malvado e um gosto quase teatral pelo excesso, o filme estrela Bill Pullman e Julia Ormond como dois agentes do FBI investigando um massacre nas planícies do Nebraska, onde devewm trabalhar ao lado dos policiais locais idiotizados e um grupo de testemunhas nem um pouco confiáveis.” Dennis Lim, The Los Angeles Times

"Com um alto quociente de escatologia e várias cenas de humilhação pervertida, o filme terá seus fãs mesmo se a reviravolta eventual não seja realmente surpreendente – e talvez não o seja de forma proposital.” Ray Bennett, The Holywood Reporter.

FRONTEIRS DE L'AUBE, de Philippe Garrel.

“Curioso ver reação de críticos estrangeiros diante do que de alguma forma deve ser visto como protótipo do “filme francês” por esses mesmos jornalistas. Num preto e branco lindíssimo como em Amantes Constantes fotografado por William Lubtchansky, o personagem de Louis Garrel, fotógrafo, atravessa o filme vivendo e discutindo uma relação amorosa com uma jovem estrela de cinema. Bem menor que Amantes Constantes (e com metade da duração), La frontière de l’aube está também longe da força e da estranheza de outros filmes de Garrel como A Cicatriz Interior ou Le Révélateur, mas tem sua beleza além da fotografia e dos corpos em questão. Conexão sutil e pouco importante, porém interessante, com Les chansons d’amour, de Cristophe Honoré.” Leonardo Sette, Filmes Polvo

“De fato, há uma virada nesta segunda parte que não vale a pena revelar aqui, mas que basta dizer que, por sua radicalidade (principalmente no aspecto visual, em que o filme de Garrel nos remete aos de Cocteau ou mesmo Meliés), fez com que a sessão de imprensa fosse tomada pelos apupos e risadas típicas de um público (mesmo ou principalmente o “especializado”) que considera que o cinema é o terreno apenas para determinadas “expressões artísticas”, sem qualquer generosidade para se relacionar com o que se propõe diferente, único. Mas, para quem ultrapasse esta barreira, logo fica claro que é exatamente esta virada o momento que interessa a Garrel em toda esta história, o momento que nos coloca em problema tudo aquilo que vínhamos assistindo até então.” Eduardo Valente, Revista Cinética

“Não foi muito feliz a sessão da prata da casa La Frontiere de L'Aube (A Fronteira da Alvorada), filme francês em competição de Phillippe Garrel (de Os Amantes Constantes) que passou para uma imprensa talvez já cansada do festival, e com o cinismo ligado em alta. As palmas pedindo para que a trama fosse concluída logo, gargalhadas em desdobramentos místicos e, finalmente, uma vaia digna de nota (com os aplausos de apoio indo contra) assinala o filme como sendo talvez o protótipo de um cinema largamente rejeitado por espectadores pragmáticos. La Frontiere de L'Aube seria, aliás, o "filme francês" por excelência, uma mística que marca um preconceito muito típico do espectador médio.” Kleber Mendonça Filho, Cinemascópio

“ ‘Frontiers de L’Aube’ é a história de um amor que fica tão fou que o mundo natural se tornal assunto para o sobrenatural. Definitivamente o filme mais acessível de Garrel que já vi, ainda assim é um desafio estranho, delirante, inrotulável. Existem planos na segunda metade deste filme que são mais assustadores do que qualquer coisa que eu tenha visto num filme de horror em anos recentes... e simultaneamente, incrivelmente emocionante na sua evocação de um amor que não morre. Ou, pelo menos, recusa a respeitar os limites tradicionais de vida e morte." Karina Longworth, SpoutBlog

" ‘Frontiers de L’Aube’ - o 28° longa do diretor tradicionalista Philippe Garrel – foi recebido com aplausos tumultuosos e assobios após sua exibição na mostra competitiva. Laureado em várias ocasioões no Festival de Veneza, o cineasta de 60 anos está em competição oficial em Cannes pela primeira vez, com um trabalho característico de sua oeuvre que poderia ser descrito como atemporal e anacrônico, ou até mesmo sugestivo e efêmero, dependendo de seu ponto de vista.” Fabien Lemercier, Cineuropa.

"Esforço honesto e inerentemente divisivo, deslumbrantemente fotografado em preto-e-branco, é uma das obras recentes mais fracas na carreira de quatro décadas de Philippe Garrel marcada por filmes de arte bravamente inconoclastas. O filho de Garrel, Louis, continua a encarnar sua geração, projetando uma atraente mistura de inquietude de cabelos desgrenhados com dúvida e angústia. Mas sua presença nesta história de amor episódica com tons sobrenaturais é insuficiente para superar a aura enternecedora mas estranhamente retrógrada.” Lisa Nesselson, Screen Daily.


"Tendo sido recentemente canonizado por alguns críticos e platéias por sua história de slackers passada em Maio de 68 ‘Amantes Constantes’ , o diretor Philippe Garrel pode ter que encarar excomungação por uma boa parte de seus seguidores casuais por ‘Frontiers de L’Aube’. Uma fatia risível de palavreado pretensioso, esta trama sobre um triângulo amoroso com um ângulo sobrenatural reforça a velha crença misógina e sádica de que as mulheres mais belas e desejadas são doidivanas auto-flagelantes.” Leslie Felperin, Variety.

ADORATION, de Atom Egoyan

"’Adoration’ de Atom Egoyan é uma bagunça fascinante. Mistura-se todo o tipo de questionamentos pós-11 de setembro – sobre a ética do terrorismo, a enganosa aparência externa, as formas como a tecnologia podem ao mesmo tempo permitir o diálogo e ocultar a verdade – num miasma um tanto Egoyanesco de cronologia elegantemente fraturada e idéias provocantes, este ambicioso filme reflexivo finalmente sufoca suas boas intenções em revelações didáticas, seu pleitear sincero e a incessante música de violino.” Justin Chang, Variety.

"Após o fracasso na tentativa de fazer cinema convencional e comercialmente viável com ‘Where The Truth Lies’ , o auteur candense Egoyan retorna ao seu estilo-assinatura com ‘Adoration’. A câmera desliza a um ritmo tranqüilo quase perfeito. Ele mistura uma trilha-sonora rica (composições excelentes e melancólicas de Mychael Danna) com excelentes bridges sonoras e diálogos perspicazes e pontuais. E mais uma vez ele se move graciosamente por tramas das mais variadas. Infelizmente, as histórias aqui são fracas, desncessariamente complicadas e crípticas; algumas seções são difíceis de acompanhar, até mesmo irritantes em sua ciência de si mesmas.” Howard Feinstein, Screen Daily.

"O notável novo filme de Atom Egoyan, ‘Adoration’, é uma meditação assombrosa sobre a natureza da sabedoria recebida e como ela pode perverter indivíduos, prejudicar famílias e até mesmo ameaçar a sociedade.Filmado em película utilizada de forma encantadora, mas vividamente empregando imagens da internet e de telefones celulares, é um exame do poder que idéias falsas podem ter na imaginação e na crença das pessoas quando são repetidas várias e várias vezes.” Ray Bennett, The Hollywood Reporter.

AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO, de Miguel Gomes

“Cannes não poderia ser um lugar pior para redizer uma evidência da época: não existe mais hierarquia no cinema. O documentário e a ficção se dão as mãos. Os filmes caseiros são as superproduções do dia. ‘Aquele Querido Mês de Agosto’ é o vídeo de férias e comédia musical hollywwodiana. O novo Raya Martin (Quinzaine) dura quatro horas e quarenta, rivalisando assim o ‘Che’ de Soderbergh. Ferrara se tornou um cineasta tão marginal e solitário do que Costa, que ama comparar a si mesmo com Tarantino. Este é o momento oportuno de declarar: os jogos estão abertos.” Emmanuel Burdeau, Cahiers du Cinema

“Se Lucrecia Martel nos leva a novos caminhos na carreira dela, o novo filme do português Miguel Gomes é o primeiro em Cannes cujo efeito eu realmente possa caracterizar como uma surpresa completa [...] Por enquanto basta dizer que poucos filmes mostram uma alegria tão grande frente ao ato de filmar o mundo, ao mesmo tempo que usa de uma ironia inteligentíssima que nunca torna essa alegria algo “bobo alegre”, pelo contrário, ela parece se pensar e repensar inúmeras vezes. A falsidade de uma verdade e a verdade de uma falsidade – é disso que se faz o cinema de Miguel Gomes. Tomara que algum festival o leve ao Brasil.” Eduardo Valente, Revista Cinética

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  Bernardo Krivochein    sexta-feira, maio 23, 2008
 
 
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