blogINDIE 2006



Para cada nova criação do Indie, uma narrativa

As pessoas nem sempre imaginam o que acontece no processo de criação da identidade visual de um festival como o Indie. As conversas com os artistas e designers, Cláudio Santos e Alessandra Soares da Voltz (hoje Hardy+Voltz Design) começam e nascem junto com as idéias do próprio festival. Eles criaram a marca do INDIE e toda a sua identidade visual durante estes 8 anos. São membros fundadores do festival, se assim posso dizer. (A esquerda, o cartaz do Indie 08, clique para ampliar)

Este ano eles construíram uma relação conceitual entre a paisagem urbana, o espaço e a informação (excessiva de signos visuais que acaba por esvaziar os sentidos, gerando o vazio) para buscar uma nova inserção desta imagem neste contexto da cidade. "Devemos refletir sobre a possibilidade de nos livrarmos de um mundo programado e estarmos disponíveis novamente para o jogo e a brincadeira". Eles se colocaram várias perguntas entre elas: qualquer espaço serve às imagens?



Claro que estávamos falando de uma paisagem urbana qualquer, mas também havia uma cidade envolvida neste processo: Belo Horizonte. Assim estão presentes o céu absolutamente azul tão característico de certa época do ano e os ipês que se espalham colorindo a cidade. E as analogias do vazio... e de preencher este espaço.

Assim, Cláudio, Ale e sua equipe construíram letras grandes da palavra INDIE. Escolherem vários lugares para colocá-la no chão, como uma intervenção no meio dos transeuntes, e a partir daí observar fotograficamente. Preencheram as letras com diversos elementos como copinhos, fios, papel picado, coisas coloridas com uma base em papelão reciclável.





Depois esta imagem foi tratada graficamente, originando esta outra leitura do preto e vermelho sobre kraft. A intenção performática dos designers também foi registrada em vídeo para a vinheta. A pergunta era: como as pessoas leêm a palavra Indie no chão? Há alguma recepção ou simplesmente é mais um signo que perpassa a cidade.



O Indie está na sua 8a edição e apesar de ser um festival que conquistou um público de mais de 150.000 espectadores, não pretende, nem poderia ser um festival popular, dada a opção de sua curadoria, sua limitações orçamentárias e também por opção conceitual mesmo. Apesar de mantermos a entrada franca durante todos este anos, isto não o torna um festival "popular", o Indie valoriza o público jovem, universitário que é a quem quer privilegiar, e é composto de pessoas que enfrentam filas para pegar um ingresso, sentam na sala para assistir um filme até o final. Não é um festival que precisa de artifícios para atrair seu público, felizmente. Seu contéudo é desafiador para a grande maioria das pessoas e seu nome não é de fácil assimilação, mas conquistou um espaço na cidade. Está lá propondo este jogo que intende ser da descoberta, da experiência. Alguns passam batido, outros param e observam, outros entram de cabeça neste universo a se desbravar. Assim como as letras de Cláudio, Ale e cia.
  Francesca Azzi    sábado, setembro 27, 2008    9 comentários
 
 


nem tanto assim










meu coração está instável
olhei da janela: são paulo
um santo, um nome, um homem
pensei que assim estaria mais calmo
mas uma chuva de luz, um meteoro
e tantas palpitações por segundo
limites estão fora de cogitação
o que será aquilo que não gosta e ingere?
dizem que a raiva produz bílis
dizem que o stress produz suor
dizem que passar a mão nas costas, acalma
abri a janela e gritei bem alto: já escuto demais!
na tv do vizinho, um cochilo chiando
sem mar


  Béla Fáy    segunda-feira, setembro 22, 2008    7 comentários
 
 



Zeta Filmes e SESC SP lançam novo circuito para filmes independentes

Os filmes independentes internacionais merecem mais espaços de exibição - isto todo mundo que freqüenta festivais deve se questionar...

Os nossos "little indie films" são muitas vezes exibidos apenas uma ou duas vezes em festivais e nunca mais são vistos por aqui, (nem na TV a cabo, imagine nos cinemas!). São muitos filmes produzidos anualmente no mundo, para poucos espaços de exibição neste país!

Foi pensando em criar novos espaços alternativos para estes filmes, incontestavelmente ricos em contéudo e esteticamente interessantes, que criamos o projeto CINE INDIE CIRCUITO que chegará em 10 cidades do Estado de São Paulo, bem acolhidos nas Unidades do SESC SP.

Estes filmes são um retrato de uma contemporaneidade, de uma postura, de um mercado, são tão diversos quanto únicos, por isso foram escolhidos a dedo dentro da programação do Indie 2007 e de outros Indies. Seus diretores amaram a idéia! O público... esperamos que também possa conhecer um outro tipo de cinema. Experimentar.

Confira!

Segue o release...

A partir de outubro, São Paulo irá receber o CINE INDIE CIRCUITO (CIC) que exibirá 10 filmes em 10 unidades do SESC SP. O CIC vai ser exibido em Araraquara, Campinas, Piracicaba, Santana, Santo André, Santos, São Caetano, São Carlos, São José dos Campos e Taubaté.

O CINE INDIE CIRCUITO, uma realização do SESC SP e da produtora Zeta Filmes, surge com o intuito de dar continuidade ao trabalho de formação de público e difusão do cinema independente, em espaços de exibição descentralizados, iniciado há 8 anos com o INDIE - MOSTRA DE CINEMA MUNDIAL.

A mostra, que nasceu em Belo Horizonte, e que já levou mais de 150.000 espectadores gratuitamente aos cinemas do circuito cultural, tem sua versão paulistana desde 2007 quando aconteceu no CINESESC.

O CIC apresentará três documentários e sete ficções, realizados em 6 países, numa proposta única de criação de novos espaços de exibição para o audiovisual. Entre os filmes que fazem parte do circuito foram selecionados obras que participaram da mostra nas edições 2007 e 2006 e que representam a diversidade da produção independente internacional. A programação apresenta desde documentários sobre música ("American Hardcore"), sobre o povo invisível na Islândia ("Hudulfolk"), filmes de ficção da Malásia ("Casa de Pássaros"), sucessos de público como o divertido "O Livro de Recordes de Shutka"; filmes de diretores estreantes como "Carro a Sangue" e "Ladrão de Memórias", além do americano "Monstros de Quatro Olhos" que ficou conhecido por sua proposta de distribuição pela internet.

O CINE INDIE CIRCUITO vai percorrer estas 10 cidades paulistas de outubro até março de 2009, e todas as exibições terão entrada franca. Para saber em qual cidade o CIC estará sendo exibido basta consultar o site do SESC SP - www.sescsp.org.br .

A programação começará em outubro no SESC Santana. Confira no link os horários.

________________________________________

Filmes da programação do CIC:

AMERICAN HARDCORE (idem), de Paul Rachman, EUA, Documentário, 2006, 100´.
A história do punk rock americano entre 1980 e 1986. Praticamente ignorada, a cena punk rock hardcore do início dos anos 80 foi percussora da música e da cultura que se seguiram. Haveria Nirvana, Beastie Boys ou Red Hot Chili Peppers se não existissem os pioneiros como Black Flag, Bad Brains e Minor Threat? Hardcore era mais do que música, era um movimento social criado por jovens marginalizados da era Reagan. Constituíam uma tribo, enquanto alguns procuravam um mundo melhor, outros estavam irritados e querendo mandar tudo para o inferno.

A BALADA DE A.J WEBERMAN (The Ballad Of A.J Weberman), de James Bluemel & Oliver Ralfe, EUA/Inglaterra, Documentário, 2006, 83´.
O retrato da obsessão de um homem. Neste documentário acompanhamos a vida e os crimes do famoso perseguidor de Bob Dylan e inventor da Garbology (a arte feita do lixo recolhido da lixeira de personalidades), A.J Weberman. De forma irreverente, bem humorada, explora as obsessões de Weberman, sua vida junto aos rebeldes de Nova York, vivendo à margem do sonho americano. Traz também uma série hilária de conversas telefônicas entre A.J Weberman e Bob Dylan.

CARRO A SANGUE (Blood Car), de Alex Orr, EUA, 2006, 75´.
Num futuro próximo o preço da gasolina será muito alto, por isto Archie Andrews, um professor ambientalista e vegetariano, está determinado a encontrar uma fonte alternativa de combustível. Acidentalmente ele tropeça numa solução: sangue humano! Archie se torna um dos poucos a dirigir um carro, atraindo a atenção da obcecada por sexo Denise. Mas como carros movidos a sangue não andam sozinhos, eles precisam de mais sangue, sangue de seres humanos!

CASA DE PÁSSAROS (The Bird House | Niao Wu), de Khoo Eng Yow, Malásia, 2006, 97´.
Dois irmãos divergem sobre o que fazer com a antiga casa da família, em autêntico estilo Malaca, uma pequena e histórica cidade na Malásia. Hua quer investir no mercado de ninho de pássaros (uma sobremesa popular entre a comunidade chinesa), mas teria que convertê-la numa grande casa de pássaros sem alertar as autoridades. Já Keat quer restaurar a casa e transformá-la numa loja de antiguidades. O pai idoso, assim como a casa, diz pouco, mas sente tudo.

HULDÚFOLK 102 (idem), de Nisha Inalsingh, Islândia, Documentário, 2006, 75´.
Por baixo da calma aparência da Islândia, existe uma nação invisível: os huldufólk, ou melhor, o povo escondido. Investigando as histórias do povo escondido, sejam, fadas, duendes e todas as coisas com até 90 cm de altura, é impossível não considerar o impacto da posição geográfica e do isolamento do misterioso país. Este original documentário, entrevista historiadores, escritores, políticos, fazendeiros e operários que falam sobre o efeito dos “invisíveis” na cultura islandesa.

O LADRÃO DE MEMÓRIAS (The Memory Thief), de Gil Kofman, EUA, 2007, 94´.
Lukas é um jovem meio perdido, que vive em Los Angeles, e tenta enterrar seus problemas na monótona rotina de atendente numa cabine de pedágio. Um encontro ocasional com um sobrevivente de Holocausto, repentinamente, lhe traz um mundo e uma identidade que ele abraça com intensidade assustadora: a dos judeus vítimas da Segunda Guerra Mundial. Lukas, um não-judeu, começa então a representar sua recém encontrada obsessão.

O LIVRO DOS RECORDES DE SHUTKA (Knija Rekorda Sutke), de Aleksandar Manic, República Tcheca /Sérvia/Montenegro/ Macedônia, 2005, 78´.
Nos Bálcãs há um lugar raro, escondido do mundo, Shutka, a suposta capital mundial dos Roma (os ciganos desta região européia). O documentário captura a história inacreditável desta cidade e seus habitantes que promovem de lutas de ganso, caça ao vampiro, extermínio de gênios do mal, festa de circuncisão até as mais absurdas competições, como a de maior coleção de fitas K-7. Shutka existiria mesmo, você pensará sorrindo.

MONSTROS DE QUATRO OLHOS (Four-Eyed Monsters), de Susan Buice e Arin Crumley, EUA, 2005. 85´.
Arin e Susan são artistas e vivem em Nova York. Ele trabalha fazendo vídeos de casamentos, documentando o amor dos outros. Ela é garçonete e gasta suas noites servindo mulheres de dieta. Os dois vivem sozinhos. Um dia se encontram on-line. Querendo evitar o mundo dos encontros, decidem se comunicar apenas através de meios artísticos. Via notepads, e-mails e câmeras de vídeo. Com o tempo, começa a dúvida se a relação deles é apenas um experimento artístico.

QUARTO 314 (Room 314), de Michael Knowles, EUA, 2006, 100´.
O mesmo quarto de hotel, cinco histórias sobre casais em estágios diferentes de relacionamentos. Desejos intensos de ligação, as tensões subjacentes e as tentativas de se dizer ao outro o que se quer e, ocasionalmente, conseguir. Um olhar próximo e íntimo voltado para estas pessoas, por vezes até desconfortável, mas que mostra uma verdade universal: desejar ter uma relação com o outro e saber como alcançá-la são duas coisas inteiramente diferentes.

TIJUANA ME FAZ FELIZ (Tijuana Makes Me Happy), de Dylan Verrechia & James Lefkowitz, México, 2007, 79´.
Tudo que Indio queria de presente por seus 15 anos era um galo de briga vencedor chamado Gyro. Como seu pai não pode lhe dar o galo, lhe apresenta Brianda, uma jovem prostituta. A surpresa de aniversário não sai como o previsto, mas Indio está determinado a comprar o galo e tenta fazer dinheiro vendendo empanadas, lavando carros e, finalmente, transportando drogas na fronteira México e Estados Unidos. Mas o sonho de Indio muda quando reencontra Brianda.
+++++++++++++++++++++++

Serviço
CINE INDIE CIRCUITO (CIC)
Lugar: SESC-SP nas unidades de Araraquara, Campinas, Piracicaba, Santana, Santo André, Santos, São Caetano, São Carlos, São José dos Campos, e Taubaté.
Período: outubro de 2008 a março de 2009.

Consulte a programação no site www.sescsp.org.br ou se informe pelo telefone 0800 11 82 20.
  Francesca Azzi    sexta-feira, setembro 19, 2008    1 comentários
 
 



o indie vai ser! o indie será!

Algumas pessoas tem nos perguntado se vai acontecer o INDIE, e quando será?
Claro! Estamos há 6 meses preparando o festival. A programação já está quase toda pronta.

Em BHZ, será de 9 (abertura) a 16 de outubro no Usina Unibanco de Cinema e no Cine Humberto Mauro. Em São Paulo de 7 a 13 de novembro no CINESESC.

Todas as informações sobre a programação entrarão aqui e no site do festival www.indiefestival.com.br
  Francesca Azzi    terça-feira, setembro 16, 2008    1 comentários
 
 


começo aqui o recomeço



nas listas estão: calmantes, ervas, e um livrinho de macumba.
peixes fora d'agua não nadam, nem respiram?
começo aqui o recomeço... ooops alguém disse isto, ontem
então tá: refaço aqui o que será refeito
água benta pode fazer milagre
no ar um certo peso, um remorso de doer as vistas
o cinema não é só aquilo que se vê
  Béla Fáy    sexta-feira, setembro 12, 2008    4 comentários
 
 
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