blogINDIE 2006



THE SPERM: Se o tagline não for: "ele vai melar os seus nervos", eu não sei de mais nada

fonte: Wise Kwai's Film Journal


A Tailândia é o país onde o cinema tem tomado sua forma mais original. Espere um artigo longo e exaltado a ser publicado antes do final do ano no site principal da Zeta Filmes. eu só gostaria de poder assistir "Syndromes And A Century" antes (suspiro). E só da Tailândia que filmes como "The Sperm" podem, a-hã... sair. Para fazer "The Sperm", um diretor precisa ter, a-hã... colhões. OK, vou parar agora.

"The Sperm" é sobre um esperma (sobre uma panela de pressão é que não seria) que torna-se gigantesco e sai destruindo enfurecido a cidade. Então você tem essa história sobre um esperma-Godzilla que consegue financiamento. Vou é reservar meu assento no primeiro vôo pra Tailândia agora.

A menina obviamente ovulando no cartaz é a atriz Pimpaporn (Pimpa-pornô?) Leenutapong. "The Sperm" é dirigido por Taweewat Wantha, o mesmo diretor do tresloucado "SARS Wars" exibido na mostra Dark Matinée no Indie 2005. Quem viu "SARS Wars" e suas cenas de sexo com macarrão, pode esperar a mesma coisa em "The Sperm". Só que maior.

O filme tem previsão de estréia em dezembro, eu imagino. É que eu digito "The Sperm" no IMDb e o que surge na busca é a listagem de todos os filmes do Superman.
  Bernardo Krivochein    terça-feira, outubro 31, 2006    0 comentários
 
 


Por que Eu Não quero Dormir Sozinho?




1> Por que ninguém fotografa as salas de cinema da Mostra de São Paulo quando estão vazias?
2> Por que os debates ficam as moscas, se todo mundo diz que precisa tanto discutir o cinema?
3> Por que os diretores independentes não conseguem debater com o público depois da sessão?
4> Por que não sobra ninguém depois da sessão para debater com os diretores?
5> Por que os jornais nunca tem espaço para um novo diretor desconhecido?
6> Por que exibir "Still Life" de Jia Zhang-Ke ( Leão de Ouro em Veneza) em beta digital, ao invés de 35mm, vira notícia na Folha de São Paulo?
7>Por que um filme como "Eu Não quero Dormir Sozinho" Tsai Ming-Liang mexe tanto comigo?
8> Por que os cinéfilos são pessoas tão chatas, quase sempre?
9> Por que na Mostra, aglomera gente louca (no mal sentido da palavra) que acha que sabe tudo sobre cinema e que quer porque quer indicar um filme pra você na fila?
10> Por que Leon Cakoff nunca sorri, mesmo com um orçamento de 4 milhões e 800 mil, sem contar a bilheteria?
11> Por que os cineastas brasileiros sorriem para as fotos no website?
12> Por que os paulistas fazem fila mesmo quando ninguém pede pra tal?
13> Por que os paulistas são tão obedientes?
14> Por que os paulistas falam tchau, tchau?
15> Por que o filme do Amos Gitai é tão maravilhoso e necessário, mesmo que seu "Notícias do Lar / Notícias de Casa" seja mais um ensaio de uma idéia do que um filme em si.
16> Por que não temos mais filmes independentes durante o ano para melhorar a nossa vida diária?
17> Por que os ingressos são tão caros?
18> Por que fazer festival vale a pena?

(Francesca Azzi)
  INDIE    terça-feira, outubro 31, 2006    3 comentários
 
 


A pirâmide do Daft Punk


* Fotos do Bruno Assis, domingo, 29, 2006 no Tim Festival em São Paulo.

(Francesca Azzi)
  INDIE    terça-feira, outubro 31, 2006    3 comentários
 
 


Ai, ai, a Bienal...





Hoje bati perna na 27a Bienal de SP. Já é a terceira vez que vou, das duas primeiras fiquei só nos 2 primeiros pisos, e hoje consegui chegar ao último finalmente. Amo ir a Bienal e aproveito agora que moro em São Paulo para ir quantas vezes quiser, assim é bem melhor. Eu, muitas vezes, vinha a São Paulo só para ir a Bienal e ficava exausta ao ver tanta coisa em tão pouco tempo, quase chorava de dor nos pés, nas costas. Claro que a viagem também incluía longas caminhadas no centro, Paulista, até chegar no Ibirapuera a pé, nossa como andávamos! No final do dia, aquela vontade de chorar não tinha nada a ver com o Hélio Oiticica ou com Cildo Meirelles não.

Nesta terceira ida lá, fiquei com esperança de que a minha péssima primeira impressão passasse e tentei me concentrar na idéia de que a Bienal, quem sabe, estaria propondo algo e que talvez eu não estivesse aberta para tal. Mas não conseguia me conter nas críticas.

O fato é que a curadoria "Como Viver Juntos" implantou tanta obra conceitual no Pavilhão ( que aliás nota-se mal conservado, infelizmente) que, apesar de estar bem mais arejada, com espaço entre as obras e com mais trabalhos do mesmo artista, tem-se uma sensação de algo parecido a uma feira de ciências, ou a um fórum social, em que as obras estão ali empenhadas em nos "fazer entender" o lado político da arte. Chato isto... Alguém disse que esta ano era a "Bienal Ong"... sim, meu Deus que medo da arte encontrar uma função definitiva em sua vida.

O público da Bienal é um público bem eclético que inclui de especialistas a pessoas comuns que levam as crianças para um passeio. Duvido que o grande público esteja curtindo porque arte conceitual parece agradar apenas aos iniciados (eu gosto muito, porém sinto falta das pinturas e dos trabalhos interativos de arte mídia). Me lembro bem de algumas Bienais em que o povão vibrava! Este ano pelas caras, estão assim cheias de interrogação e desinteresse. Tudo bem que para a arte o desconforto é um item quase essencial. Mas o que parece estar acontecendo é um outro tipo de desconforto, aquele no qual a arte decepciona e não captura e, porque não captura, seja no "bom desconforto" ou na "idéia do não entendi direito", não faz com que a viagem/visita seja longa e seja retomada daqui a dois anos.

Acho que isto tudo porque a Bienal está muito auto-centrada do ínicio ao fim, e apesar de tantos artistas e obras diferentes juntos, o "Como Viver Juntos" homogeneizou a tudo e todos, (num momento no qual só se fala de diversidade?), a 27a Bienal parece um sambinha de numa nota só. O que será que Hélio Oiticica iria dizer? Já que boa parte da concepção da curadoria se inspira na lógica de sua obra e de suas idéias.

Mas o estar "junto" das obras deixou tudo muito parecido com o desmazelo do próprio Pavilhão da Bienal. Um comportamento que sugere desgaste. Um desgaste não da arte, mas da concepção da Bienal como tal. Uma sensação de que não somos capazes de realizar uma Bienal deste porte, já se sente na entrada, na estrutura dos serviços, na interpelação mal-educada dos seguranças e monitores, nas horrorosas fitas amarelas pregadas no chão de cimento mal conservado, nas janelas com estruturas enferrujadas, na fraca sinalização de todo o espaço e nas legendas das obras difíceis de achar num jogo de esconde-esconde irritante.

De tudo isto, desvie seus olhos para as obras e críticas à parte, vale a pena, sempre vale a pena ir a Bienal. Acho que uma das melhores sensações do mundo é se jogar num dos bancos no fundo de qualquer exposição e pensar: "eu estou aqui, por conta disto hoje, algo que diz respeito a arte"... é o tal do fruir. E lá você pode encontrar algumas obras muito interessantes, individualmente.

Faça isto na obra (fotos e objetos) da coreana Sanghee Song, ela cria objetos ou aparelhos que reproduzem atitudes sociais numa forte crítica ao comportamento da mulher oriental. A artista diz: "São como máquinas de tortura, apenas trabalham o corpo para ser uma bom cidadão, não a mente, tornando a pessoa uma máquina também" .

Faça isto também no último andar, nos fundos, com os vídeos de Ana Mendieta, um cubana radicada nos EUA que morreu em 1985. Você poderá se entregar ao tempo de sua vídeo-performances chamadas de "earth body works" e assistir um pouco de uma suas mais famosas séries chamada "Silueta". Ela marca com o próprio corpo "o chão gramado, de terra batida ou molhada, na areia, num solo rochoso, entre uma vegetação rasteira ou na água". É uma delícia "perder o tempo" ao vê-la se desenterrar de um monte de pedras. Experimente.

Há muitas outras obras que adorei, indico depois em outro momento.

Em contraste ao Pavilhão da Bienal o MAM está lindo e maravilhoso na OCA. Um capricho que já se percebe na entrada com as esculturas todas restauradas no jardim, e o acervo da arte brasileira todo organizadíssimo ocupando a OCA. No prédio do MAM, a I Exposição Nacional de Arte Concreta. O MAM está dando uma bela lição em todos os sentidos a Bienal, estranho que não reverbere para a própria.


* Fotos 1 e 2: Obra de Sanghee Song, 2006, na 27a Bienal de Artes de SP.
* Foto 3: Leonilson, "Todos os Rios", 1988, no MAM [NA] OCA.



(Francesca Azzi)
  INDIE    sábado, outubro 28, 2006    6 comentários
 
 


O Campeão da Semana



"Sob os termos da sentença, Arobieke está proibido de tocar, sentir ou medir músculos de outrem e de pedir às pessoas que façam agachamentos em público"
  Bernardo Krivochein    sexta-feira, outubro 27, 2006    0 comentários
 
 


"The Boss of it All" de Lars Von Trier com distribuição nacional garantida

A Califórnia Filmes adquiriu os direitos para o novo filme de Lars Von Trier: o dono de uma empresa precisa vendê-la, mas enfrenta um certo problema: quando precisou abrí-la, ele inventou um patrão fantasma, uma figura inexistente atrás da qual pudesse se esconder quando decisões polêmicas precisassem ser tomadas. Como os interessados insistem em conhecer o tal "patrão", um ator necessitado é contratado, mas este se percebe um joguete de uma trama moralmente complexa.

"The Boss Of IT All" é a comédia escrita e dirigida por Lars Von Trier, tirando férias de sua trilogia sobre os EUA. Comédia. Von Trier. Se isso não bastasse, o filme foi completamente realizado sem diretor de fotografia. A câmera foi toda controlada por um sistema chamado Automavision, sem nenhum contato humano interferindo. O sistema Automavision é uma equação de determinantes (lembra de determinantes?) com funções, eu tenho aqui no desktop, mas é muito doida, muito complicada, esquece.

Enfim, "The Boss of IT All" não tem data de lançamento confirmada até o momento.
  Bernardo Krivochein    sexta-feira, outubro 27, 2006    0 comentários
 
 


Acorda! Foi só um pesadelo...

Eu tive um pesadelo essa semana, sonhei que estava indo para o cinema mas todas as salas estavam fechadas... Desolado, na volta dei uma voadinha (eu sempre faço um vôo nos meus sonhos) e pousei, acordando assustado. Pela manhã, entre várias facadas na manteiga gelada, comecei a pensar no cinema, no futuro do cinema, no futuro das salas de cinema (melhor que no futuro índice do meu colesterol).

Pensando nesses 111 anos de cinema, eu acho que a coisa não mudou tanto....É claro que as técnicas de filmagem evoluíram muito e hoje a gente acha toscos os efeitos especiais de filmes de 3 anos atrás. Mas, mesmo com a chegada do aparato digital, que fez incríveis avanços no som, a projeção ainda é mecânica, e utiliza a mesma tecnologia centenária, se é que se pode colocar essas duas palavras numa mesma frase. Tudo bem que não se usam mais aquelas hastes de carvão em brasa dentro de um projetor e que as cópias de acetato de hoje não pegam fogo como aquelas com nitrato de prata de mil novecentos e lumière...

Mas o que não mudou mesmo foi o ato de você consultar um jornal (ok, um site na internet), escolher um filme, ir para o cinema, pagar seu ingresso, comprar um drops Dulcora, ops! quero dizer, um combo de pipoca e coca lite, sentar junto com um bando de gente barulhenta e passar 2 horas vendo um filme na tela grande. Ou seja, seu avô e sua avó viram os modelitos de Greta Garbo em Grande Hotel praticamente seguindo o mesmo ritual que fez você correr para o multiplex mais próximo para conferir o desfile fashion de Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada.

Hoje, podemos ver cinema na TV, DVD no carro, curta no celular, longa no Ipod... Concluí, enquanto travava mais uma batalha matinal com a tampa atarrachada da geléia de damasco: se durante este tempo todo, e mesmo agora, com tanta concorrência, este hábito permanece praticamente intacto, então eu consigo enxergar um futuro para a existência das salas de cinema, mesmo que elas estejam todas socadas no trigésimo andar de um shopping em expansão. E para aqueles que, como eu, adoram o cinema no cinema vai aí uma teoria clássica, e hiper-otimista, típica de seminário sobre a indústria cinematográfica: todo mundo tem cozinha em casa, mas os restaurantes continuam cheios.

Assim, mesmo aquelas pessoas que acabaram de adquirir seus rômitiatres, equipados com o mais novo DVD-blue-ray-next-generation-plus, vão continuar assistindo as eternas porcarias de sempre e uma ou outra obra-prima (que estão cada vez mais raras, mas isso é assunto para um outro post) num cinema perto de você.
  Eduardo Cerqueira    sexta-feira, outubro 27, 2006    2 comentários
 
 


"Paprika" de Satoshi Kon no VII Festival Internacional de Cinema de Brasília

A transferência do FIC Brasília para o segundo semestre e a absoluta falta incial de quaisquer notícias deixou seu público cogitando se haveria ou não uma edição 2006. Pois o FIC dará a partida em 1° de novembro e a programação fez bonito. Além de duas retrospectivas (Lucchino Visconti e Ang Lee), sua mostra competitiva trará independentes americanos como "The Hawk Is Dying" de Julian Goldberg e estrelando Paul Giamatti, e "Half Nelson" estrelado por Ryan Gosling (que vinha apresentar o filme, mas infelizmente cancelou), além de filmes exibidos nos Festivais de RJ e SP como "Time" de Kim Ki-duk e "The Wind That Shakes The Barley" de Ken Loach. Uma seleção quantitativamente econômica, mas bem esperta e satisfatória. Posso recomendar "Flandres"? É uma das melhores coisas do ano.

A cereja no topo do bolo, no entanto, é a exibição não-competitiva do anime "Paprika" de Satoshi Kon ("Millenium Actress", o mangá "Kaikisen", "Paranoia Agent" e "Tokyo Godfathers" - esse tem um nome em português, mas esqueci). Convidando o público a imaginar sua própria vida como um anime, Paprika é uma terapeuta que precisa resolver o roubo de uma máquina que permite a entrada dos psiquiatras nos sonhos de seus pacientes. Se for alguma coisa parecida com um dos meus filmes prediletos, "Mind Game", preparem-se para uma enxurrada de visuais de tirar o fôlego. Promete muito.

"Paprika" será exibido no FIC Brasília no dia 4/11 no Cine II, 5/11 no Cine V e 7/11 no Cine I.

Site oficial: http://www.sonypictures.jp/movies/paprika/index.html
  Bernardo Krivochein    quinta-feira, outubro 26, 2006    2 comentários
 
 


Cinema Brasileiro 2007: O Ataque dos Independentes - Ainda Orangotangos


(Aproveitaremos esse espaço para indicar algumas das produções de baixo orçamento sendo realizadas por diretores e equipes que compensam o dinheiro curto com vontade e talento. 2007, mais do que nunca, marca um ano promissor especialmente para os filmes de ficção brasileiros quase - ou totalmente - independentes)

Curta-metragista com uma lista de obras premiadas, Gustavo Spolidoro aventura-se finalmente nos longa-metragens com a adaptação de seis contos do livro homônimo de Paulo Scott. "Ainda Orangotangos", a ser filmado em dezembro próximo, é um único plano-seqüência que atravessa as histórias de seus personagens assim como passeia pelas locações em Porto Alegre durante o dia mais quente da capital gaúcha. O filme é um dos selecionados pelo edital de longas-metragens de baixo orçamento do Ministério da Cultura. "Ainda Orangotangos" é uma produção da Clube Silêncio.
  Bernardo Krivochein    quinta-feira, outubro 26, 2006    0 comentários
 
 


Turistas: primeiro clipe online

O site Arrow In The Head conseguiu uma prévia exclusiva de um clipe do terror "Turistas". No clipe, os personagens perseguem dois pivetes pelas ruas do que imagino que seja Ubatuba. No filme, Ubatuba provavelmente fará as vezes de Amazônia ou coisa assim. Mais surpreendente do que qualquer coisa na cena foi o susto ao ver o Agles, com quem já fiz um trabalho de universidade, num dos papéis. Bom pra ele. Ele é gente fina.

Primeiro longa da subdivisão de terror da Fox, a Fox Atomic, "Turistas" é dirigido por John Stockwell ("Gostosa Loucura", "A Onda dos Sonhos", "Mergulho Radical" e intérprete do jock Dennis em "Christine") e estrelado por Josh Duhamel (seriado "Vegas"), Melissa George ("Horror em Amityville"), Desmond Askew ("Vamos Nessa") e Max Brown. No filme, um grupo de turistas de primeiro mundo confrontam o terror de estarem no terceiro mundo. O trailer anuncia o Brasil como um lugar onde "qualquer coisa vale" e acusa que os personagens serão vítimas de algum esquema ilegal de tráfico de órgãos. Para quem gostou de "O Albergue", taí mais uma dose de xenofobia norte-americana bem no quintal da sua casa. E você ficar putinha, bem feito pra você deixar de ser idiota.

(estava quase duvidando da minha posição do filme quando um dos editores do site CHUD também constatou a xenofobia - só que positivamente... bem, pelo menos estamos na mesma página)

Já que "Turistas" já vem causando alguns protestos por aqui por razões óbvias, minha perspectiva é a seguinte: não protestem. O filme é mais um sintoma do horror que os EUA tem da liberdade dos outros e, ao permitir que as pessoas se emputeçam sozinhas, elas poderão encasquetar num embargo (temporário, óbvio - essas coisas nunca duram) contra o produto hollywoodiano e, assim, abrir uma janela para que "Naisu No Mori" passe comercialmente - olha só que ótimo. E. pra falar a verdade, não é a primeira vez que o Brasil faz as vezes de país do mal. Os italianos sempre acharam que aqui é a embocadura do capeta: "Holocausto Canibal", "Fêmeas em Fuga", "Cannibal Ferox" ou qualquer outro filme exploitation estrelado pela saudosa Suzanne Carvalho (curiosidade: ela está viva e é dona de uma pista de kart - bacana, né?).

Não estou falando para ignorarmos, nem ficarmos passivos perante ao filme - a polêmica de dimensões muito notáveis só alimentará o desejo de mais pessoas o assistirem (e "Turistas" tem tudo para ser um sucesso de qualquer jeito, até porque tem um ponto de partida bastante funcional no terror - estar longe de casa sem saber como voltar), só digo para sermos mais criativos caso queiramos embargá-lo. Ou você acha que neguinho queimou a bandeira da Dinamarca quando "Dogville" foi lançado nos EUA? Depois, em qualquer caso o filme vira um sucesso, rende continuação, os filhos da puta são obrigados desembocando mais dinheiro por aqui e todo mundo fica feliz. Eu, enquanto habitante do RJ, odeio turista mesmo, que tratam o lugar como se fosse uma extensão sem lei dos EUA, comem das nossas putas e cagam nas nossas praias porque sabem que não têm que responder a isso mesmo (eles não são daqui, ora!), por mim se "Turistas" matar o turismo, especialmente o carioca, e afugentar os leites azedos que ficarão com muito cagaço de sair de Minnesota, melhor. Menos trânsito.

Ou melhor ainda: quando sair, baixe a versão pirata, já que aqui vale tudo mesmo.

Veja o clipe em: http://promotions.foxatomic.com/trailers/turistas_clip_rocks.mov

Site: http://www.myspace.com/turistasmovie
  Bernardo Krivochein    quinta-feira, outubro 26, 2006    0 comentários
 
 


De Olho na Mostra

A Mostra Internacional de São Paulo está acontecendo desde o dia 20, sexta-feira, e segue até dia 04 de novembro. Com uma programação extensa, (consulte no site da mostra), a ansiedade é grande para aqueles que querem acompanhar tantos filmes. Parece que a organização este ano está fazendo de tudo para tornar o evento mais "simpático", explico: todos os anos reclama-se muito que a Mostra traz a São Paulo mais de 50 convidados internacionais e que literalmente "não faz nada com estes convidados". Nos bastidores, comenta- se também que os diretores não se encontram e que não se estabelece um clima de festival. Mas com o lounge e o Clube da Mostra, Leon Cakoff tem tentado resolver este problema, promovendo além de debates e reflexões, aulas na FAAP e o site com mais entrevistas e bate-papos com diretores, além de ínumeras fotos. A sensação que se tem é de que "estamos fazendo o melhor" ou o "visivelmente melhor" para sanar esta cobrança/carência apontada por muitos.

Tenho lá minhas dúvidas se para fazer um festival de cinema devemos corresponder a tantas expectivas impostas pelos patrocinadores e pela imprensa. Cobranças que dizem respeito ao fato de que os festivais são realizados com dinheiro público e, claro, precisam dar uma contra-partida séria para este público. Para um diretor-produtor, um festival de cinema está se tornando uma tarefa faraônica, porque não importa mais tanto a sua curadoria ( se escolheu os filmes mais instigantes ou importantes do ano seguindo a sua pesquisa ou a sua linha de trabalho e o perfil do festival) mas sim o número de filmes que traz, o número de convidados e qual a importância deles num cenário mundial, o número de salas, o número de festas e sessões badaladas e open-air, etc. Assim os festivais passam a ganhar peso estatístico, ou seja, passam a fazer parte da categoria, maior do Brasil, maior da América Latina, e conquistam um status que ao final representa mais mídia, mais repercurssão, mais visibilidade. Mas e para o público ou para si mesmos ( porque quem realiza um festival de cinema está com certeza embuído de alguma determinação própria, pessoal), o que tudo isto siginificaria?

A meu ver para um festival de cinema interessa os filmes e o público. Todo o resto é um pouco para "encher linguiça". E nisto alguns festivais são campeões. Tudo bem, não sou contra palestras e "ouvir a voz" de um diretor antes de seu próprio filme rodar é bom e... ponto. A diferença não está aí, em festas de abertura regadas a mulatas, ou canapés de rúcula, ou vodca de graça no espaço Lounge.

Pelo que tenho acompanhado, a Mostra de SP está se transformando a cada dia mais num festival para adultos e velhos. Os jovens estão afastados da Mostra simplesmente porque o ingresso é muito caro. Há um programa chamado "Festival da Juventude" mas não são os melhores filmes, nem os melhores horários ( manhã e primeira sessão da tarde) e só engloba os estudantes secundaristas. Acho que nos seus 30 anos, a Mostra de SP poderia ter como contra-partida para o público um ingresso subsidiado e entrada franca. Esta preocupação é constante para eventos que usam o dinheiro público para se tornarem viáveis. Duvido que a Mostra sequer pense nisto.

E só para terminar, quem quiser acompanhar a cobertura da Mostra de SP, que este ano recebeu mais de 611 pedidos para credenciamento da imprensa e só concedeu 150 ( por questões de custos orçamentários, acredite se quiser!) criando uma polêmica entre vários sites especializados que foram completamente exclúidos (tivemos acesso as cabines, isto sim) ou com limitação na cobertura, pode ler algumas críticas nestes mesmos sites da Zeta Filmes, da Revista Cinética e da Contracampo.

** Acima, foto do filme "Fora do Jogo" do iraniano Jafar Panahi que faz parte da programação da 30a Mostra.

(Francesca Azzi)
  INDIE    quinta-feira, outubro 26, 2006    2 comentários
 
 



Roman Polanski é um diretor à moda antiga - no bom sentido. Descendente direto da escola polonesa de fazer cinema, ele é um mestre na (quase perdida) arte de manipular o público e contar histórias através de imagens, atuações e música trabalhando em conjunto.

Exemplo disso acontece em "O Bebê de Rosemary" (1968). Em uma cena aparentemente normal, que sequer é lembrada como uma das mais famosas do filme, Polanski fez um enquadramento que tem um toque de gênio, aquele pequeno detalhe que separa os grandes diretores dos meros fazedores de filmes.

Em uma cena onde uma personagem saía da sala e entrava no quarto para fazer um telefonema, o diretor de fotografia William Fraker fez o enquadramento perfeito, colocando a personagem exatamente no lugar certo. Polanski viu a cena, e pediu a ele que afastasse a câmera mais para a direita, até chegar nesse enquadramento:


Fraker não entendeu nada. Como é que um diretor tão famoso e talentoso como Polanski poderia fazer um enquadramento tão porco, desleixado, amadorístico? Deixar o rosto da atriz encoberto pela porta dessa maneira? Contrariado, filmou assim mesmo.

Quando o filme estreiou, e a tal "cena mal-filmada" chegou, Fraker viu o cinema inteiro inclinar a cabeça para a direita na inútil tentativa de ver o rosto da personagem enquanto ela falava ao telefone. Não fazia o menor sentido, afinal, era apenas uma imagem projetada na parede - mas o clima da cena, a narrativa do filme e a sutil ocultação de um detalhe importante deixou todo o público nas mãos do diretor.

Essa maestria na manipulação da atenção, da compreensão e dos sentimentos da platéia é hoje uma arte quase desaparecida, diluída entre as duas escolas predominantes do cinema moderno: os pseudo-comerciais que pensam que estão fazendo filmes para o grande público quando na verdade estão apenas requentando velhos clichês desgastados e desperdiçando dinheiro em filmes que não conseguem se conectar com o público em nenhum nível, e os pseudo-intelectuais que confundem precariedade técnica e preguiça com criatividade e pensam que a linguagem cinematográfica é uma instituição burguesa capitalista falida que deve ser destruída, assim como a Coca-Cola e a Internet.

O futuro, ninguém pode prever.
  Daniel Werneck    terça-feira, outubro 24, 2006    2 comentários
 
 



PS2: "Bully"da Rockstar com trilha sonora de Shawn Lee

(A gente pode postar qualquer coisa aqui, né?)

Essa é para quem gosta de uma boa trilha-sonora. Estou viciado em "Bully", novo jogo da Rockstar para PS2. Nele, controlamos Jimmy Hopkins em sua missão para dominar as castas sociais do colégio interno Bullworth. Entre um ou outro atentado social, o personagem é obrigado a freqüentar aulas de química, inglês, etc. Já completei 60% do jogo em menos de dois dias, mas estou tendo dificuldades na aula de mecânica. Huh. É que nem a vida real.

O jogo me parece uma adaptação de "Ondskan" para vídeogame (lançado aqui como "Evil - Raízes do Mal" pela VideoFilmes; alugue, pois é ótimo), é o típico gameplay da Rockstar, com o mesmo preciosismo de detalhes e ambientação. Dá até saudade da cidade de Bullworth depois que se desliga o console. Eu disse "console".

A trilha sonora, infelizmente, não é um apanhado de músicas pop que se pode escutar nas estações de rádio que escolher enquanto dirijo meu carro roubado (e por isso "GTA" é imbatível), mas sim completamente original, composta por Shawn Lee. Lee é um multi-instrumentista talentoso, DJ, compositor, o escambau. Seu projeto Shawn Lee's Ping-Pong Orchestra já rendeu dois álbuns pra lá de elogiados. A trilha de "Bully" possui músicas instrumentais espertíssimas. Pense em riffs new wave e ska despidas ao máximo, além do viciante tema principal. Assim como a trilha-sonora de "Pequena Miss Sunshine", o score de "Bully" é um dos meus favoritos do ano.

Neste link da eMusic, você pode escutar a faixa Canis Canem (Edit). Para quem está jogando "Bully", uma dica: para recuperar HP, você pode beijar não apenas as garotas, como alguns garotos também. Huh. Que nem a vida real.

Site oficial da Rockstar: aqui
Site de Shawn Lee: aqui
  Bernardo Krivochein    terça-feira, outubro 24, 2006    0 comentários
 
 


Dead Daughters: o novo terror de Pavel Ruminov


Os fantasmas de três meninas assassinadas pela mãe vagam por Moscou, procurando um indivíduo a quem vigiar por três dias. Se esta pessoa agir de modo que considerem inadequado, os fantasmas a assassinam utilizando seu poderes paranormais.

Esta é a sinopse em linhas gerais de "Dead Daughters" (Myotvye docheri), terceiro longa-metragem do diretor russo Pavel Ruminov. O longa-metragem é uma produção de grande orçamento, ainda mais considerando-se as raízes independentes do diretor, que alude a uma Rússia recém integrada no cenário mundial e lidando com os espectros de seu regime anterior. Os direitos para o remake norte-americano já foram assegurados antes mesmo do lançamento local do filme (previsto para 27 de janeiro de 2007).

O segundo longa de Ruminov, "O Homem em Silêncio" (Chelovek, kotoryy molchal), foi uma das atrações do Indie 2006 - e um dos filmes mais polêmicos entre o público. Também o assisti e pretendo escrever um texto mais específico sobre ele antes do final do ano. O que posso dizer é que a sensação imediata após assisti-lo é muito inferior ao que ele me levou a refletir. Considero uma experiência das mais intensas que se pode conseguir aventurando-se no cinema independente mundial. O crédito é todo da Daniella Azzi, uma das diretoras do festival.

O site oficial está repleto de trocentos teasers (bastante atmosféricos, adorei), artworks para os cartazes e, clicando no botão secreto, você entra num sorteio valendo uma noiva por correspondência chamada Mikhaela. A quem interessar possa, o primeiro longa de Ruminov, "Deadline", é disponível em DVD Área 1 (EUA).


Site oficial (em russo)
Site oficial (em inglês)
  Bernardo Krivochein    terça-feira, outubro 24, 2006    0 comentários
 
 


Borat: 4 primeiros minutos do filme na Internet



"Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América", baseado no personagem criado por Sacha Baron Cohen ("Da Ali G Show", "Ali G - O Filme"), tem estréia nacional prevista para 8 de fevereiro (UIP). Dirigido por Larry Cohen ("Seinfeld", "Curb Your Enthusiasm"), o longa-metragem mistura ficção e documentário: a equipe persegue Cohen incorporado no personagem de sotaque pesado enquanto ele entrevista algumas das personalidades direitistas ignorantes da piada que ele está fazendo às suas custas.

"Borat" tem sido alvo de polêmica constante, primeiro pela perigosa cena em que Cohen volta toda uma platéia de rodeio contra si enquanto destrói o hino nacional americano que quase custou a integridade física de toda a equipe, afugentada do evento. Segundo porque as "celebridades" entrevistadas estão vocalizando sua ira, uma vez que processar a Paramount seja inviável (todos assinaram um contrato prévio de autorização de imagem absolutamente esdrúxulo... eles merecem ser zoados).

Nesta quinta-feira, o site oficial do filme, que aos poucos vem revelando as cenas deletadas do filme, está promovendo a prévia dos primeiros quatro minutos do filme. NSFW, não que tenha nada gráfico, mas é impossível segurar o riso na frente do chefe. Eu não consegui. "Ela é minha irmã. Ela é a 4a. melhor prostituta em todo o Cazaquistão." Niiiice!

Link via YouTube: aqui
  Bernardo Krivochein    segunda-feira, outubro 23, 2006    1 comentários
 
 


É com muita alegria que volto a escrever nesse ambiente virtual tão agradável.

Participar do Indie 2006 e escrever aqui no blog sobre o que rolou no durante o evento foi uma experiência sem-igual. Agora o blog está de volta com mais colaboradores para falar sobre assuntos relacionados a cinema e muito mais, como a Fran explicou no primeiro post.

Começo com uma dica que dei no meu blog ontem mesmo e que junta dois dos meus criadores favoritos: Fiona Apple e Tim Burton.

A Disney lançou nos EUA uma versão 3D do filme Nightmare Before Christmas em comemoração do seu 13o aniversário. Ao contrário do que eu imaginava, o original de 93 não foi dirigido por Tim Burton, mas por Henry Selick. Burton fez na verdade o roteiro.

A trilha sonora do remake tem a participação de vários artistas bacanas, entre eles, a Fiona Apple cantando a belíssima Sally`s Song. Na minha opinião, não poderia haver escolha melhor. Confira a música abaixo apertando play:


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  Bel Furtado    segunda-feira, outubro 23, 2006    0 comentários
 
 







Pensando no tempo das coisas e numa eterna falta de tempo, é bom lembrar que a vida se divide em três períodos: aquilo que foi, o que é, e o que será. O que fazemos é breve, o que faremos, dúbio, o que fizemos, certo. Pra quem é muito ocupado e às vezes esquece que o tempo passa, vale a pena ler "Sobre a brevidade da vida", a obra mais difundida do filósofo Lúcio Anneo Sêneca (4 a.C.? - 65 d.C.). São cartas escritas há mais de 2 mil anos que se encaixam perfeitamente nos dias de hoje.
Saiba um pouco mais sobre ele >> http://pt.wikiquote.org/wiki/S%C3%AAneca
  Claudio Santos    segunda-feira, outubro 23, 2006    0 comentários
 
 


Começar e recomeçar, começar e...

Começamos aqui um novo momento do blog INDIE. Depois da mostra Indie 2006, pensamos na nossa vontade de continuar falando de cinema e de tudo que está em torno, vivo, pulsante, das imagens no mundo.

Este blog é um espaço não só para se falar do que diz respeito, criticamente, a imagem em movimento, mas também sobre as novas mídias, as artes visuais, a fotografia, os fotodiários, a internet ( em todos os sentidos e sempre ela), os sonhos, as premonições, as impressões e necessidades de toda à sorte. Não são os blogs espaços para liberar aquele ser inquietante e louco por se expressar que mora dentro de você?

Aqui será o encontro de pessoas absolutamente distintas mas que compartilham de algumas necessidades em comum: traduzir idéias, colocá-las em pauta, expor. Para todos os frequentadores do site da Zeta Filmes, para quem sabe o que é o festival Fluxus e Indie, mais um espaço para o diálogo está aberto, ou para quem está por aqui pela primeira vez, sejam bem-vindos!

Indico o link de um festival de novas mídias, o Bitfilm (http://www.bitfilm.com) que acontece na web e em Hamburgo na Alemanha, agora dia 01 de novembro de 2006.

O cinema como arte é hoje muito mais do que aquilo que conhecemos como algo tradicional. Para vislumbrarmos estes novos paradigmas, vejam o filme em flash que, apesar de 2005, caiu hoje nas minhas mãos, e para minha surpresa é de uma produtora russa muito interessante e se chama "Skafandr "( parece querer dizer escanfandro, que era um dos personagens-símbolo do Indie deste ano).

"Skafandr" é o nome de uma banda russa, e o filme uma espécie de videoclipe criado por Alexander Satim num estilo definido por ele como "animação 2 D minimalista", ele queria algo menos "cool", com menos efeitos. Isto só para começarmos uma conversa que espero seja longa, confiram:

http://213.200.64.229/bitfilm/download/bf2005/3101.swf

(Francesca Azzi)
  INDIE    sexta-feira, outubro 20, 2006    0 comentários
 
 
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